FILOSOFIA

Ao optar pelo princípio da produção enxuta, a Construtora Castelo Branco promoveu a partir de julho de 2004 a "Transformação da Mentalidade" no ambiente de trabalho. Buscando melhorar as práticas de suas ações estratégicas, táticas e operacionais, adotou alguns fundamentos do TPS (Sistema Toyota de Produção) , da Teoria das Restrições , do "Last Planner" e do Lean Thinking.

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Entendendo a teoria a partir da perspectiva de seus administradores, técnicos e operários, a Construtora Castelo Branco acredita que a qualidade pessoal é a base de todas as outras qualidades procurando: buscar a parceria e comprometimento do operário e comprometimento do operário já no momento da contratação;

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incentivar uma estrutura organizacional por divisões(canteiro de obra como unidades autônomas); reduzir as estruturas de cargos e funções, incentivando assim, um modelo de gestão e processos autonômicos com responsabilidade, objetivando a redução de poderes, dando vazão a comunicação, ao fluxo de informações e ao gerenciamento visual; Incentivar o conhecimento como ferramenta de melhoria e desenvolvimento.

  • P-1 - Pressupor (Quantitativos e índices de produtividade);
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  • P-2 - Predeterminar (Ensaio de Recurso que gera automaticamente a linha de balanço)
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  • P-3 - Processar (Caderno entregue a equipe de trabalho contendo informações gráficas para execução)
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  • S-1 - Subordinar (Controle que informa quantidade de operários envolvidos e data de início e fim da atividade)
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  • S-2 ao S-6 - 5S (Cinco Sensos de Organização )
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BRIGADA DE PREVENÇÃO DO CAOS

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Na construção, o inesperado é uma rotina, estamos sujeitos a todo tipo de imprevistos: atraso de fornecedor; chuvas; greves; fiscais; indefinições ou incompatibilidades de projetos; mão de obra despreparada; programações das quais não participamos e que dão refluxo a cada momento, e tantos outros.

Portanto tudo contribui para que acreditemos que o previsto é o que menos ocorre. Em qualquer fórmula de planejamento as constantes deveriam ser sempre consideradas como variáveis. Essa percepção nos levou a criar o que denominamos de BRIGADA DE PREVENÇÃO DO CAOS (em cada obra ). São funcionários\operários da própria obra com funções não dedicadas e que acumulam essa atividade obedecendo a um PLANEJAMENTO ORIENTADO PARA O CAOS ( A CERTEZA DA INCERTEZA) ao invés de normas e regulamentos centralizados de um cenário estático e ilusório que faz com que o imprevisto fique na fila esperando para ser atendido.

  • S-7 - Segurança

O PS-37 deve valorizar:

  • Fluxo contínuo de produção
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  • A polivalência em múltiplos processos
  • Eliminar multi-tarefas e prever o reaproveitamento do operário na própria obra e nas demais. Pois a Construtora Castelo Branco entende que o sucesso na gestão da construção depende mais da motivação das pessoas e da confiança mútua entre gerentes e operários do que grande quantidades de informação.

 

SISTEMA TOYOTA DE PRODUÇÃO - STP IR PARA O TOPO Voltar para o topo

O sistema Toyota veio a surgir na década de 50 na Toyota com o objetivo de fornecer a melhor qualidade, menor custo e o lead time mais curto. Chegou-se a conclusão que para atingir tais objetivos a empresa deveria eliminar os desperdícios, de forma que se iniciou um estudo profundo sobre o que seria desperdício. Daí, a Toyota criou os dois pilares da sua mentalidade, o Jidoka e o Just-in-time.

  • Just-in-time - Pilar Esquerdo

O just-in-time significa ter cada componente apenas na quantidade necessária no tempo certo para a produção do veículo. Assim, teoricamente seria possível que a empresa não possuísse estoques, uma situação ideal. Outro benefício seria que os componentes não são produzidos sem a preocupação com o processo seguinte, o que evita imensos estoques de componentes desnecessários e produtos defeituosos. Dessa forma, um processo final vai até um processo inicial pegar apenas o material que precisa na quantidade certa, apenas no momento em que é necessário.

  • Autonomação - Pilar Direito

As máquinas na Toyota possuem um dispositivo de parada automática, que para a linha em caso de qualquer problema, assim, nenhuma peça defeituosa é produzida. Além disso, nas máquinas autônomas da Toyota, não há a necessidade da supervisão de uma pessoa enquanto a tal máquina opera em perfeita normalidade. A presença de um operário só se faz necessária quando ocorre algum problema. Dessa maneira, uma só pessoa pode operar várias máquinas e então tanto se tem menos funcionários quanto a eficiência da produção é maior.

Vale ressaltar que da mesma forma que a máquina deve parar no caso de algum problema, o operário deve parar a linha no caso de algum problema no processo que ele executa.

  • Nivelamento da Produção (Heijunka) - Base

No sistema just-in-time, quando um processo posterior vai a uma anterior pegar peças, deve-se evitar flutuações nos pedidos, pois os processos anteriores não devem estar preparados para um pico de retirada de peças (quando estão, tem-se desperdício). Assim, na linha de montagem final da Toyota a flutuação é mantida em zero. Cada carro é produzido em lotes de uma unidade. Dessa forma, na linha de montagem final a produção é nivelada fazendo-se primeiro um modelo, depois outro e então outro.

Para atender o nivelamento da produção os processos anteriores precisam trabalhar com pequenos lotes e com rápida troca de ferramentas, pois todos os processos seguem a linha de montagem final que trabalha com lote de uma unidade de cada modelo. Isso significa que a matriz da maquina deve ser mudada constantemente para atender a cada tipo de carro. Na Toyota nos anos quarenta, a mudança de matriz demorava de 2 a 3 horas; sendo que nos anos 50 isso caiu para de uma hora a quinze minutos. Atualmente as trocas demoram três minutos.

O TPS continua a evoluir ainda hoje.  Os funcionários da Toyota estão começando a chamar o TPS de "Thinking People System"   ao invés de Toyota Production System. O TPS está sempre se aprimorando. 

 

TEORIA DAS RESTRIÇÕES (TOC - TEORY OF CONSTRAINS) IR PARA O TOPOVoltar para o topo

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A TOC teve início na década de 70, quando o físico Israelense, Eliyahu Goldratt, se envolveu com os problemas da logística de produção.
Goldratt elaborou um método de administração da produção baseado na física e ficou intrigado com o fato de os métodos tradicionais da administração não fazerem muito sentido lógico.

Segundo Goldratt, considerando-se a enorme complexidade (interdependências) do sistema que gerimos, existem poucos elementos que, por meio de relações de causa e efeito, governam todo o sistema. Em outras palavras, quanto mais complexo for o sistema, maior será a sua simplicidade inerente. (clique aqui para ler o artigo Visão Viável de Goldratt)

Para podermos tirar proveito da simplicidade inerente devemos ser capazes de identificar os poucos elementos que governam o sistema. Esses poucos elementos que atualmente limitam o nível de desempenho do sistema são as restrições do sistema. Isto implica em que elas acabam sendo os pontos de alavancagem de todo o sistema.

Uma das grandes contribuições da TOC é o seu processo de otimização contínua (que é a base de todas as metodologias logísticas da TOC). Esse processo de otimização contínua contém 5 etapas:

1. IDENTIFICAR a(s) restrição(ões) do sistema.

2. Decidir como EXPLORAR a(s) restrição(ões) do sistema.

3. SUBORDINAR tudo o mais à decisão acima.

4. ELEVAR a(s) restrição(ões) do sistema.

5. Se num passo anterior uma restrição for quebrada, volte ao passo 1.
MAS não deixe que a INÉRCIA cause uma restrição no sistema.

Usando esse processo podemos enfocar nossos esforços nos poucos pontos de um sistema que determinam seu desempenho (nas suas restrições), e assim podemos melhorar significativamente no curto prazo.

LEAN THINKING (MENTALIDADE ENXUTA) Clique para acessar IR PARA O TOPO Voltar para o topo

"Lean Thinking" (ou "Mentalidade Enxuta") é um termo cunhado por James Womack e Daniel Jones para denominar uma filosofia de negócios baseada no Sistema Toyota de Produção. O Lean Thinking é uma forma de especificar valor, alinhar na melhor seqüência as ações que criam valor, realizar essas atividades sem interrupção toda vez que alguém as solicita e realiza-las de forma cada vez mais eficaz. Em suma, o pensamento enxuto é enxuto porque é uma forma de fazer cada vez mais com cada vez menos - menos esforço humano, menos equipamento, menos tempo e menos espaço - e, ao mesmo tempo, aproximar-se cada vez mais de oferecer aos clientes exatamente o que eles desejam.

Taiichi Ohno, fundador do Sistema Toyota de Produção, expressa-se de modo ainda mais sucinto sobre o tema abordado acima:

"O que estamos fazendo é observar a linha de tempo desde o momento em que o cliente nos faz um pedido até o ponto em que recebemos o pagamento. E estamos reduzindo essa linha de tempo, removendo as perdas que não agregam valor"(Ohno,1988)

O pensamento enxuto também é uma forma de tornar o trabalho mais satisfatório, oferecendo feedback imediato sobre os esforços para transformar desperdício em valor. E em contraste com o modismo recente da reengenharia de processos, é uma forma de criar novo trabalho, em vez de simplesmente destruir empregos em nome da ciência.   

  • Os Cinco Passos do Processo de Melhoria Contínua

A Mentalidade Enxuta é baseada em cinco princípios são eles: Valor, Fluxo de Valor, Fluxo Contínuo, Produção Puxada e Perfeição.

O ponto de partida para a Mentalidade Enxuta consiste em definir o que é Valor. Diferente do que muitos pensam, não é a empresa e sim o cliente que define o que é valor. Para ele, a necessidade gera o valor e cabe às empresas determinarem qual é essa necessidade, procurar satisfazê-la e cobrar por isso um preço específico para manter a empresa no negócio e aumentar os lucros via melhoria contínua dos processos, reduzindo os custos e melhorando a qualidade.

O próximo passo consiste em identificar o Fluxo de Valor . Significa dissecar a cadeia produtiva e separar os processos em três tipos: aqueles que efetivamente geram valor, aqueles que não geram valor mas são importantes para a manutenção dos processos e da qualidade e, por fim, aqueles que não agregam valor, devendo ser eliminados imediatamente. Apesar de continuamente olharem para sua cadeia produtiva, as empresas continuam a focalizar em reduções de custos não acompanhadas pelo exame da geração de valor pois olham apenas para números e indicadores, no curto prazo, ignorando os processos reais de fornecedores e revendedores. As empresas devem olhar para todo o processo, desde a criação do produto até a venda final (e por vezes o pós venda).

A seguir, deve-se dar "fluidez" para os processos e atividades que restaram. Isso exige uma mudança na mentalidade das pessoas. Elas têm de deixar de lado a idéia que têm de produção por departamentos como a melhor alternativa. Constituir Fluxo Contínuo com as etapas restantes é uma tarefa difícil do processo. É também a mais estimulante. O efeito imediato da criação de fluxos contínuos pode ser sentido na redução dos tempos de concepção de produtos, de processamento de pedidos e em estoques. Ter a capacidade de desenvolver, produzir e distribuir rapidamente dá ao produto uma "atualidade": a empresa pode atender a necessidade dos clientes quase que instantaneamente.

Isso permite inverter o fluxo produtivo: as empresas não mais empurram os produtos para o consumidor (desovar estoques) através de descontos e promoções. O consumidor passa a "puxar" a produção, eliminando estoques e dando valor ao produto. É a Produção Puxada. Sempre que não se consegue estabelecer o fluxo contínuo, a alternativa é conectar os processos através dos sistemas puxados.

Perfeição, quinto e último passo da Mentalidade Enxuta, deve ser o objetivo constante de todos envolvidos nos fluxos de valor. A busca do aperfeiçoamento contínuo em direção a um estado ideal deve nortear todos os esforços da empresa, em processos transparentes onde todos os membros da cadeia (montadores, fabricantes de diversos níveis, distribuidores e revendedores) tenham conhecimento profundo do processo como um todo, podendo dialogar e buscar continuamente melhores formas de criar valor.

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Autoria: Eng° Kilson Nascimento email: kilsonnascimento@hotmail.com tel: 91817724
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